quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Felizarda




"hoje eu acordei me sentindo tão bem,
tão bem, tão bem
também pudera minha vida tá tão boa
logo que acordo já me pego rindo atoa
eu gosto do que eu penso eu gosto do que eu faço
as vezes não faço bem feito me embaraço
tropeço feio mais depois acerto o passo
laço de fita pra enfeitar o abraço
terra e céu, sol e luar"

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

...hoje o sol resolveu mostrar-se: de dentro pra fora.










"não tenho culpa, estou apenas sentindo sem controle, não me interpreta mal, não me interprete bem, é só essa vontade quase simples de estender o braço pra tocar você." (Caio F.)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

e exigimos o eterno do perecível, loucos.



para C:

Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro.
(mas)
Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.





para G:

Chegue bem perto de mim. Me olhe , me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.





para S:

Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar.


por Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

'tempo de silêncio e solidão'

São necessários tantos rompimentos, tantas lágrimas, tanta angustia, quando alguma coisa transborda?
...porque sempre transborda?
será possível ser feliz quando se nasce com o maldito dom de afastar todas as possibilidades de amor?
??????



"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo.
Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com o seu carinho,
E lembrei de um tempo.
Porque o passado me traz uma lembrança de um tempo que eu era ainda criança e o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço, um consolo.
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei nem reclamei abrigo.
Do escuro, eu via o infinito, sem presente, passado ou futuro.
Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim e que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa, morna e ingênua que vai ficando no caminho, que é escuro e frio, mas também bonito, porque é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás. "



“liberte-se do mundo, aproveite a dor, ame de olhos fechado e aproveite a vida na terra”

(CAZUZA)


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

São Paulo, 18 janeiro de 2008 - 01:30.

em meio a tantos sorrisos e dias azuis, eis que surge avassaladora: a saudade!



(ouvindo Meu Esquema - Mundo Livre S/A e Fim de Festa - Itamar Assumpção)

meus dias já não têm passado, escorrem ensolarados por entre meus dedos cheios de duvidas e desejos... escorrem cada vez mais rápido e ecoam ao tocar o ‘chão do ontem’, dizendo: fui um dia lindo!
gostaria de cantar “há dias que até nem penso em você”... como te imagino cantar quase todas as manhãs frias, nessa cidade tão distante... mas não seria verdade, me contradiria em cada silaba, pois não há um só dia em que eu não meça a distância que nos separa!
confesso, triste, que há dias que te sinto tão ao norte, que penso que passaste do pólo e habitas, sonhador, outras galáxias... há dias, no entanto, que, de tanta ternura, te grudo ao meu corpo até derretermos juntos no calor desvairado desta paulicéia.
há dias indizivelmente bons e dias de pura ausência, mas não há um dia em que não haja você.
hoje, por exemplo, lhe escrevo essa carta, que sei que não lerás, porque transbordei dessa saudade que me inunda há meses e que sequer com você pude dividir.
essa saudade que vem aos poucos se acomoda num canto desprotegido do peito e se alimenta de minhas lembranças mais bonitas... como os dias frios em que dançamos e bebemos tanto, sem lembrarmos do triste fim que tem os amores à distância, dos dias em que lemos poesia para a noite escura de São Paulo, os dias em que cada folha e cada gota de chuva merecia um beijo nosso, para sentirem o prazer que sentíamos juntos... há, os dias, aqueles dias, tão doces dias...
mas em seus dias cada vez mais frios, você não lembra que aqui no sul, tão ao sul que te esqueces cada vez mais, acena um amor singelo, que sobrevive da esperança de viver novos dias como aqueles, aqueles tão doces dias.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

é bom estar no mar

...
"seja lindo
amor
bem vindo
e cresça o quanto for!"
...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

AMEM

"hoje eu vi o que já não vivia
ouvi o fim do filme...eu já sabia!
vim andando pela rua
num sentido que eu nem sei se fazia
me vesti de rara alegoria
vivi como um amante então não fazia
vendo eu com meus botões
buscando abrir...
abrindo minhas manias
como quando estar contente
precisando conter euforia
explodi
bem quando não cabia
corri atravessando mais que podia
vim correndo, tropeçando
vivendo um ano em um dia."


-sonhei que estava jantando com alguns amigos bons-