quinta-feira, 28 de maio de 2009


eu não espero mais.


"Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado

E eu vou bater na madeira três vezes com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo dágua no canto da porta
Vela acesa, e uma pimenteira no portão

É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão."

quinta-feira, 21 de maio de 2009

aponta pra fé e rema.



barco a vela em mar revolto: aprendendo a ser cais que se desmancha em outras âncoras.


"É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar"

sexta-feira, 15 de maio de 2009


"se um problema não tem solução, solucionado está!"


eu quero o doce, eu quero o alegre, o leve...
giram as horas, os dias, os beijos e sorrisos e me vens como quem fala de um amor recém morto, de um amor magoado e impossível. como quem quer sufocar no peito a saudade que sente.
Ele me ofereceu os braços fortes e um sorriso de mulher, me ofereceu um canto simples pra dormir e seus sonhos de calmaria e voo.
Ele trás a destruição do nós, o caos de mim em você e o sempre de você em mim. eu sei.
Aceito, pois tu, que à tanto espero, tu à quem cantei tantos lamentos,a quem escrevi tantas odes, tu não me trazes nada, nunca me trouxe, sequer, a alegria de um sorriso vez em quando.

(Cartas, banhos, planos, livros, prazeres vãos, oráculos, conselhos, porres, filmes, viagens...)

Sei da estrada, da história, do gota que falta: e diante do mar que afogou o próprio filho.
olho teu olho esquerdo: carta marcada, faca cega, sentidos nulos, peito vazio:
escolho a carta da direita.
hoje não te espero, desmorono junto com a casa de Deus.
amanhã continuo tentando.