sábado, 13 de dezembro de 2008

"eis aqui um bicho de sete cabeças / eis aqui um sim, eis aqui também um não / eis aqui São Paulo metropole tensa / eis aqui minha cabeça e o meu coração"

(Itamar)



os concretos devaneiam deitados no parque
na fila do banco esperam, de mãos dadas, os românticos
a contracultura lança um novo disco com velhas bossas
Bragi, o deus pagão da poesia, sorri sentado na lua rosa
atemporal e ironico:
eles contam com conta-gotas o tempo,
de lados opostos da ponte.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

contando contos pros 'dias de janeiro' que estão por vir
me perdi num rio daqui que desaguou-me no meu-mar de lá.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

como se voam as mãos






saber de cada pedaço da dor.
ver clara e nítida a queda que acena logo em frente.
deixar o coração bater descompassado, fazer batuque de entrega.
fechar os olhos ao passar as mãos tremulas por sobre tuas costas tensas.
respirar perto, querer tudo, sentir tanto pelo atraso.
saber que a chuva é forte lá fora e que se fosse preciso
andaria horas em meio as gotas frias
pelo beijo nas mãos
pelo gosto de sangue dos lábios
andaria dias, mesmo sabendo da lágrima e do nó na garganta.
andaria eras, pra ver a certeza nos teus olhos cegos
pra que no instante do salto em direção a tuas mãos,
mesmo que por poucos segundos,
pudesse não esquecer aquele que nunca vai chegar.