quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pesquisa de Mercado

Na primeira conversa eu penso: calma, cautela, tranquilidade, deixa fluir...
Na segunda conversa já fiz a pesquisa de Mercado I, II e III de Itamar Assumpção....

=X
 


Pesquisa de Mercado I

Desculpe estar sendo indiscreto, atrevido
Por perguntar signo, CIC, teu partido
Endereço, do que vives, tua idade
Tens herança, carteira de identidade
Como é paixão para você? 

Chega assim como quem nada quer 
ou de cara vai dizendo como deve ser
Acharás que não tem nenhum sentido
Perguntar se Leminski e Mautner tu tens lido e ouvido 

É verdade que és dona da verdade
Coração deve bater a vontade
É mais que necessário saber antes que possamos conviver 

Saber quem está querendo o que de quem

 Pesquisa de Mercado II

Eu quero e devo saber também se já foste a Belém
Meu bem foste tu até Caruaru?
Visitaste Nova Jerusalém?

Poderás me responder idem
Viajaste com alguém de trem
Pra Itu, Bauru, Botucatu, Caraguatatuba, Itanhanhém
Hein? Hein?



Pesquisa de Mercado III

 Los Angeles, conheces, estiveste em Budapeste, 
Até que ponto chegaste, moraste lá no Nordeste 
Em qual cidade nasceste, de onde raios vieste
Qual é teu pique quanto a sexualidade 

Pra definir o grau da nossa amizade.
Vou colocar meus dedos nas tuas feridas
Pra prevenir, cabe-me tomar medidas 

Pouco mesmo sei que ninguém quer 
A paixão é um tal de salve-se quem puder
Ninguém para ver a lua surgir e sumir no céu 


domingo, 13 de dezembro de 2015

desimportante

O desejo
Essa faca de dois gumes
A ele ninguém é imune, apenas não o assume
Mas ele pulsa, escorre, enlouquece.
Não importa
Deixa ser que passa
Brasa, fumaça, faísca, explosão
Entre meus dentes e tuas unhas
Tesão
Você não é importante
O cheiro da tua respiraçao
Da tua boca ao acordar
Essas são coisas únicas
Agora eu vou embora
Você fica
Não importa
Quando me procurar
Te deixo aranhar minhas costas, beijar minhas marcas
Mas não se iluda baby
Você não é importante
E eu também não.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Presentes da Casa 12


Feito Sagitarídeos
Ela veio no inferno astral,
chegou mudando tudo
Anjo torto
Com olhar de aurora boreal
Lavou magoas, renovou sonhos
Inundou os dias de imaginação
Sei que não pode ficar
Sei que não devo querer
Mas é assim...
Como a chuva, como o vento,
como a natureza, como a vida...
Acontece, ponto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

vontades

Ordens iniciáticas
Brincadeiras
mesa de bar.
Aquela musica dilacerou minha realidade
Sim, aquele sorriso de lado espatifou minhas certezas
cartas na mesa,
mãos ao altos
pés em que chão?
Tatuagem na menina dos meus olhos
Prometeu exposto aos passaros, obviu
Sei que não ficarás
sabes que estou de passagem
não importa, são só vontades
Não há ilusão.



segunda-feira, 14 de setembro de 2015

INVERNO

A minha casa é uma caixa de papelão ao relento
Brasa dormindo contra o vento
Semente plantada no cimento, criança na calçada
A minha casa é geladeira televisão sem nada dentro
Fogo que se alimenta do seu próprio alimento
Corpo com corpo dando alento pra campanha do agasalho
O meu cenário é a fria luz da madrugada
Dando espetáculo por nada
Calçada da infâmia iluminada pela eletropaulo
A minha casa é maloca rasgada no futuro
É o inverno é o eterno enquanto duro
Osso duro osso duro que ninguém há de roer
A minha casa é o céu, é o chão, caroço bruto
Catado no vão do viaduto, dando pro anhangabaú da feli cidade
Ah anhangá a-nhangá baú,
Ah anhangá a-nhangá baú,
Ah anhan gá a-nhangá baú
Da felicidade



para que o inverno vá tranquilo
e que a primavera chegue logo pra florescer por dentro...

sábado, 5 de setembro de 2015

“É MELHOR MORRER DE VODKA DO QUE DE TÉDIO.” 

(MAIACOVSKY)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

desvairada

meio Geni meio Pagu
toda puta de batina
toda santa na esquina
amanhã toda Rita
até meio dia Lee
depois, pra lá de Cadillac
ela passa, ele baba
ele ri, ela escarra
sem modos
não precisa, não é obrigada
não vive falando de amor
mas sorri com todos os lábios.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

descaminho

estou no caminho,
vejo a beleza, mas não a toco.
estou no caminho.
te dou um abraço apertado e desejo-te serenidade
mais que isso, por hora não consigo.
estive parada observando a vida seguir
esperei o momento exato do movimento,
ele passou
e eu fiquei.
agora desenterro os pés do chão e subo,
no subir tem dor e suor.
memorias escorrem o tempo todo, puxando para baixo.
mas lá do alto onde só existe o agora
sobrevivi
e
estou-no-caminho.
redescubro o verdadeiro movimento:
aquele que não espera a hora exata de ser
é.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

uma noite de janeiro

penso nos vestidos colorindo o salão
o vento sopra, ele voa, ela sonha,
que musica boa...
pé rastando, suor pingando
um gole aqui, outro alí
o vento sopra, ele sonha, ela voa.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

em uma terça feira qualquer: o fim.

na verdade ja havia acabado, o sorriso, o tesão, a admiração, a parceria, a lealdade, o respeito, a vontade de estar perto, de fazer coisas juntas. Vamos viajar, fazer planos, filhos, sonhos? Não, acabou. E ja havia acabado, desde aquele dia em que a mesa estava posta, flores perfumavam a casa e você não chegou. Desde aquele dia em que a festa com nosso amigos foi boa, mas eu não estava. Desde aquele dia em que todos riram e eu era a piada... desde nem sei quando mais. Sem auto ajuda, sem essa de amor próprio, pro inferno com suas receitas de felicidade, me deixa doer em paz. Me deixa espumar de raiva que passa. E o amor, como disse o poeta: vira rima.

Eu já nem sei - Wanderléa (1968)


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

solitude


so lhe dão

completa
mente

na quietude
um sorriso me transborda

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

eis a questão.

és coisa que não existe
acontece.
                                  mas não posso, não quero, não devo.
                                  isso não acontece.


eis a questão.

o que aconteceu não existe mais
o que pode vir a acontecer
sabe-se lá, se virá, se acontecerá
então jogo tuas palavras no vento
e vá te embora peste
me deixe aqui dentro de mim
me deixe bebendo o mel do agora.

de imaginar não me movo
e eu quero o movimento continuo.

não espero
não nego
me iludi, não me iludo
e salto essas poças de pretérito (perfeito ou não) e futuro.
me jogo na enxurrada do presente


e que seja o que o agora quiser
no presente do indicativo:
eu aconteço.

sábado, 6 de dezembro de 2014

#partiu

(um barulho
urgência)
                L'alcool fait oublier le temps.
-tanto faz, vamos logo.
-para, te acalma nego!
-não! vem, vem vem, vamos?!
-por que?
-Se não for agora não irá nunca mais.
-Eu não não estou mais aqui, nem sei se algum dia estive.
-por que?

-porque deve haver mais...






quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

bodas de nada.

Hoje faz 5 anos daquele dia que me apaixonei.
a paixão passou.
descobri um amor tranquilo naquele olhar morteiro.
percorri o inimaginável, desci ao fundo do poço de mim.
vivi as dores e as delícias de viver junto de outra pessoa,
que, como todos, nós guarda um universo em si.
esse amor romântico também passou.
aceito todos os seus defeitos e te perdoo por  não aceitar os meus.
continuo te querendo bem, mas não te quero mais e esta tudo bem também.
celebraremos e agradeceremos todos os dias pelo amor vivido e pelo maravilhoso fruto colhido:
fruta compreensão, fruta paz, fruta amor, fruta Cléo... essa fruta que faz de nós: eternidade.

e pra nossa eternidade, poesia:

Amor, então, 
também, acaba? 
Não, que eu saiba. 
O que eu sei 
é que se transforma 
numa matéria-prima 
que a vida se encarrega 
de transformar em raiva. 
Ou em rima.
p.l.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Revisitar...

O que resta dela aqui?
Memórias apenas.
Fotografias.
Essa que te escreve é outra.
Tu não sei quem és, mas certamente não és aquelx que conheci.
Nunca ô é, disse, sabiamente, o poeta.
Pele, pupilas, querer, caminhar, sentir...
Ta tudo tão diferente por aqui.



sexta-feira, 30 de março de 2012

Oração

não mexe comigo.
não mexe comigo, que eu não ando só.
eu não ando só.
não mexe, não.
eu tenho zumbi dos palmares, tenho besouro (lenda da capoeira), o chefe dos tupis.
sou tupinambá.
tenho os erês, caboclo-boiadeiro, mãos-de-cura, morubixabas, cocares, arco-íris, zarabatanas, flechas & altares.
todos os pajés em minha companhia.
o menino deus brinca & dorme nos meus sonhos, o poeta (português) me contou.
não misturo.
não me dobro.
rainha do mar anda de mãos dadas comigo.
me ensina o baile das ondas & canta canta canta pra mim.
é do ouro de oxum que é feita a armadura que guarda o meu corpo, garante meu sangue, minha garganta.
o veneno do mal não acha passagem.
vou além.
me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas, durmo na forja de ogum guerreiro.
não ando no breu nem ando na treva.
faço cobra morder o rabo.
faço escorpião virar pirilampo.
fulminar aquele que é injusto, aquele que maltrata, aquele que transforma a vida nas mazelas que assistimos no dia-a-dia:tu, pessoa nefasta!
(eu não provo do teu fel, eu não piso o teu chão, e pra onde você for, pessoa nefasta, não leva meu nome, não.)
tu, pessoa nefasta, está tão mirrada, que nem o diabo te ambiciona: não tem alma.
tu, pessoa nefasta, pessoa que corrompe a vida, pessoa que coloca na boca dos seus semelhantes o gosto de terra & sangue, é o oco do oco do oco do "sem fim" do mundo.
um nada.
eu posso engolir você, pessoa nefasta, só para cuspir depois.
minha fome é matéria que você não alcança.
se choro, e quando choro e minha lágrima cai, é para regar o capim que alimenta a vida. chorando, eu refaço as nascentes que você, pessoa nefasta, secou.
vivo de cara para o vento.
na chuva.
e quero me molhar.
sou como a haste fina: qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta.
não mexe comigo.
não mexe comigo, que eu não ando só.
eu não ando só.
não mexe, não.


música: Paulo César Pinheiro/ letra: Paulo César Pinheiro

segunda-feira, 5 de março de 2012

ACORDAR

Acordar com fome, feliz, ansiosa, com dor, sem vontade de acordar...
Acordar já atrasada, com um beijo, suada, tristinha...
Até acordar sonhando vale, o que não vale hoje é continuar de dormindo de braços para a vida.

Bom dia.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

vida-morte-vida!!!

Admiro tanto os ciclos da vida, que volto aqui pra escrevinhar coisas que nem mesmo eu sei pra que servem, se não para sair do peito e liberar espaço pro novo! Volto me sentindo um pouco sem escolha, um pouco ao sabor do destino, um pouco desnorteada, mas certa de que esse estado é temporário, pois é nossa a bendita (as vezes nem tão bendita assim rs) responsabilidade por escolher e trilhar nossos caminhos!!!

Lá vou eu, usando Mulheres que correm com os lobos como travesseiro, voltando a levantar cedo, tecendo novos sonhos, agradecendo todos os dias por conhecer Roberto Freire que não me deixa mais maldizer as dores e principalmente por ter em mim um amor tão grande e incondicional, que saltita por muitos lugares, mas sempre volta pra pousar dentro do meu peito.

À vida e ao amor,
à todas as formas de amor.

sábado, 3 de abril de 2010

Tanto tempo depois revisitar essas memorias é como entrar n'uma casa abandonada, as vezes em ruínas, as vezes esperando apenas quem tire a poeira e à encha de cor e luz.

"Sim, eu poderia fugir, meu amor
Eu poderia partir
Sem dizer pra onde vou, nem se devo voltar
Sim, eu poderia morrer de dor
Eu poderia morrer e me serenizar
Ah, eu poderia ficar sempre assim
Como uma casa sombria, uma casa vazia
Sem luz nem calor
Mas quero as janelas abrir
Para que o sol possa vir, iluminar nosso amor."

(Tom Jobim/Vinicius de Morais)


É assim que tenho encarado as coisas, mas sem tristeza, só como belas memorias, as vezes um pouco doloridas, mas quase sempre bonitas. Não tenho mais vontade de voltar, vontade de ser outra vez.

Entendi que não é falta o nome do que me faz ficar horas rolando na cama todas as noites, é busca!
E a única coisa que podemos fazer é, durante o caminho, nos aproximar de pessoas, 'pra sempre' ou pelo tempo em que o prazer for maior que a dor. Porque quando a busca terminar acaba também o sentido de rolar na cama, de levantar de manhã.

Estou novamente no ponto Zero. E sim, isso é apavorante.
Não sei qual o sentido de nada, mas aperto forte sua mão e sei que te terei ao meu lado enquanto rolo na cama.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Bato no peito, viro num gole,
salto num giro e sigo sem tempo.












"vezes sem conta tenho vontade
de que nada mude
meiavoltavolver
mudar e tudo o que pude."












'Caminho se conhece andando
Então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando
Vai só procurando
E acha sem saber
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído espalhar bem-querer'






quinta-feira, 28 de maio de 2009


eu não espero mais.


"Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado

E eu vou bater na madeira três vezes com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo dágua no canto da porta
Vela acesa, e uma pimenteira no portão

É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão."

quinta-feira, 21 de maio de 2009

aponta pra fé e rema.



barco a vela em mar revolto: aprendendo a ser cais que se desmancha em outras âncoras.


"É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar"

sexta-feira, 15 de maio de 2009


"se um problema não tem solução, solucionado está!"


eu quero o doce, eu quero o alegre, o leve...
giram as horas, os dias, os beijos e sorrisos e me vens como quem fala de um amor recém morto, de um amor magoado e impossível. como quem quer sufocar no peito a saudade que sente.
Ele me ofereceu os braços fortes e um sorriso de mulher, me ofereceu um canto simples pra dormir e seus sonhos de calmaria e voo.
Ele trás a destruição do nós, o caos de mim em você e o sempre de você em mim. eu sei.
Aceito, pois tu, que à tanto espero, tu à quem cantei tantos lamentos,a quem escrevi tantas odes, tu não me trazes nada, nunca me trouxe, sequer, a alegria de um sorriso vez em quando.

(Cartas, banhos, planos, livros, prazeres vãos, oráculos, conselhos, porres, filmes, viagens...)

Sei da estrada, da história, do gota que falta: e diante do mar que afogou o próprio filho.
olho teu olho esquerdo: carta marcada, faca cega, sentidos nulos, peito vazio:
escolho a carta da direita.
hoje não te espero, desmorono junto com a casa de Deus.
amanhã continuo tentando.

domingo, 26 de abril de 2009


Desaguar todos os dias, todas as intensidades, nesse lago verde-musgo-parado.
Sorrir - mar revolto provocando a calmaria - maldita e solitária no meio da praça.
Não ter tempo, por mais tempo que se perca. Evitar todas as pausas.
Uma hora o cata vento giraria, girou. Está à girar.
Pequenas ervas e flores muito coloridas enfeitam os cabelos dela, mas quem vê?
...Então ouve aquela música de anos atrás, chora forçado, espera que alguém chegue (sempre espera), mas adormece, antes quê.
Amanhã no primeiro acorde, será necessário o salto: Acrobata, feita de pássaro e borracha, veste a fantasia, monta seu dragão rosa e saí por aí, rabiscando os olhos de quem consegue enxergá-la.



"Eu era alegre como um rio...
Mas veio o tempo negro e a força fez comigo
o mal que a força sempre faz.
Não sou feliz, mas não sou mudo:
hoje eu canto muito mais!"

terça-feira, 21 de abril de 2009

talvez seja só fuga.
ou




...mas beber é bom, viu.

domingo, 19 de abril de 2009


Abismos e pontes.
sem saber os porquês refaço meus caminhos, reinvento meu alívios, parindo filhos da lembrança.
tomo um gole de suspiro e vou pro mundo.
De asas rosas e um sorriso sempre quebrado, sempre a espera do 'final feliz'
recomeço a batalha com flores em punho.







"Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais..."

quarta-feira, 25 de março de 2009

joana promete...

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...




"Pode ir.
Ingratidão, humilhação, desprezo, solidão..
Encho a boca disso, cuspo pra dentro, faço um bolo de rancor bem no centro do estômago, me contorço de dor, mas vou convivendo com esse tumor.
Me estrago, me arrebento, me aniquilo, mas eu disse que pode ir.
Pode ir tranqüilo."
"não quero ter a terrível limitação de quem vive só do que é passível de fazer sentido.
Eu não: quero é uma verdade inventada"

(Clarice Lispector)





águas de março me escorrem na face.
lava d'alma toda a lama incrustada.
lava dos meus olhos cansados, o pó dessa cidade cruel.
lava, leva da minha boca esse gosto de rejeição e medo.
lava, água viva, lava do meu peito essa vontade de morte...
estado: liquido.

sábado, 13 de dezembro de 2008

"eis aqui um bicho de sete cabeças / eis aqui um sim, eis aqui também um não / eis aqui São Paulo metropole tensa / eis aqui minha cabeça e o meu coração"

(Itamar)



os concretos devaneiam deitados no parque
na fila do banco esperam, de mãos dadas, os românticos
a contracultura lança um novo disco com velhas bossas
Bragi, o deus pagão da poesia, sorri sentado na lua rosa
atemporal e ironico:
eles contam com conta-gotas o tempo,
de lados opostos da ponte.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

contando contos pros 'dias de janeiro' que estão por vir
me perdi num rio daqui que desaguou-me no meu-mar de lá.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

como se voam as mãos






saber de cada pedaço da dor.
ver clara e nítida a queda que acena logo em frente.
deixar o coração bater descompassado, fazer batuque de entrega.
fechar os olhos ao passar as mãos tremulas por sobre tuas costas tensas.
respirar perto, querer tudo, sentir tanto pelo atraso.
saber que a chuva é forte lá fora e que se fosse preciso
andaria horas em meio as gotas frias
pelo beijo nas mãos
pelo gosto de sangue dos lábios
andaria dias, mesmo sabendo da lágrima e do nó na garganta.
andaria eras, pra ver a certeza nos teus olhos cegos
pra que no instante do salto em direção a tuas mãos,
mesmo que por poucos segundos,
pudesse não esquecer aquele que nunca vai chegar.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

adormecida no furacão.




toda manhã, do lado de cá do fio, ouço, em silêncio, o despertar do lado de lá das pontes.
toda tarde pinto aqui um pôr-do-sol. sei que lá, alguém sabe que finjo, mas acredita que pinto.
toda noite, antes de dormir, deságua dentro toda a falta que já faz parte.
cotidianamente aguardar o rompimento, tecer poesias,

manter-se atenta em meio a queda
pra não errar a hora do vôo.



não há porto.
és então o ponto de partida da travessia.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

...um jeito de te dizer


"pra me lembrar
do teu cheiro tão bom
sem alarde"


Fim de Feira - a revolução dos pebas

ou

a trilha sonora de um sonho!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Agora te sei: movimento em meio a represa de espera do dentro de mim.
O que era pássaro-mãos, agora se fez olhos de encontro, corpo de rio, voz de quem acorda tarde e com marcas de sonho... agora és inteiro em minha imaginação.
E se for esse o movimento: imaginar, aceito.
Te imagino, te crio, desconconstruo e encanto...
Para que continue presença na represa de espera de dentro de mim.




“...dessas coisas 'meio Guimarães', que agente nem sabe e vai.
tipo Carlos Pena, fazendo poesia pro vazio e soneto pro desmantelo.
ou talvez como Tom Zé, apaixonado, sempre encontrando um jeito de reinventar o reinventado...”


(trecho do primeiro passo!)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

...até onde a saudade se acabar...

Os suspiros que não cabem, não se decidem pelo que vivem, pelo que são e pelo que doem...
Os suspiros que cantam meus dias, pensam nos cabelos dela, nas mãos dele, no sorriso bonito de um outro e naquele que já nem sei se existe ou se os próprios suspiros criaram...
Nas noites quentes eles tiram o ar e fazem a imaginação descer ladeiras e cantar músicas de pura invenção.
No frio cada pedaço de dor é suspiro contido e lembrança censurada.
Todos os dias é o querer descabido que fazem eles escaparem pela manhã.
Olhando em novos olhos, inventando novas histórias, revendo antigos personagens, ele surge feito faca afiada no peito e pronto: sou toda suspensão.
Se penso música, ele vem suspiro-assobio. Se estou corpo e esforço no trapézio, ele me vem dança no ar. Se cênica não me sou, ele me é.
Suspiro-sendo me ocorre, para que passe:
Quero que os cabelos dela me enrosquem feito fios de lã tecendo sonhos de não respirar.
Quero ser os rios que transbordam nas mãos do homem magro, ser nas veias dele o ar liquido. Quero ser o sorriso mais bonito do menino com pele de tambor, a gargalha que lhe tira o fôlego.
...E ao que não existe, peço que me tomes pelo braço e me salve. Que me leve, pra onde a vida não caiba no espaço do suspiro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

más bien parar a seguir pensando que usted nunca estará en mis brazos...
sí, he preferido la muerte a saber que no hay más amor.










(um novo-antigo olhar sobre o nada.
o medo da certeza do 'nunca mais'.
essa vontade imensuravel de andar horas por aquelas pontes.
sol a pino, ou pelos bares, procurar teu olhar e aquelas-outras-lindas-mãos.
ser, com Ela e por toda a cidade, a verdade inteira dos amores que sinto! )

quarta-feira, 24 de setembro de 2008



Falaremos para a vida:

"Vida, pisa devagar, meu coração, cuidado, é frágil, meu coração é como vidro, como um beijo de novela..."
(Belchior)





sexta-feira, 19 de setembro de 2008

foto: Carol.



"e quis agarrar o tempo com as mãos para não deixar passar O MOMENTO"

(trecho do livro: FOSSA - Ester Delamare)





sexta-feira, 12 de setembro de 2008

tudo assim:
na nossa mão, mas com asas...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008


meu olhos não diziam a verdade.
eles sorriam e por dentro, atrás das órbitas contentes,
me faltava qualquer coisa que eu pudesse agarrar
e chamar de certeza.
...
(então quando agente diz:
"-olha não foi por querer, mas me perdi dentro de seus olhos..."
agente pode desdizer depois?)



sexta-feira, 29 de agosto de 2008

"Eu vou ser feliz de dar dó Vou rir até desaprumar as parabólicas Você verá Eu vou ser feliz de doer Vou ver o sol nascer sem dó nem ré No Cariri Piauí Cabrobó A solidão vai quebrar a cara e então vou encará-la só"

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Leros e leros
Traga branco o seu sorriso
Em que rua
Em que cidade
Eu fui mais feliz?
Leros, boleros
Música em sua vida!
Os acordes dissonantes
Estão na raiz
Dos meus cabelos
No inferno
No meu sorriso de adeus
Vou me fazer de moderno
No meu encontro com Deus
Leros e leros
Tudo enche meus ouvidos
Por que tanta gente rindo
No filme que eu vi?
Leros, boleros
Tangos e outras delícias
Eis a última notícia:
Que filme que eu vi!
Ai, meus amigos modernos
Ai, meu sorriso de adeus
Vou me fazer de eterno
No meu encontro com Deus.

(Sergio Sampaio)



Lendo: Fossa e vivendo na dança!


em off:

Mas amar é morrer de dor
Xangô, meu Senhor, saravá!
Me faça sofrer
Ah me faça morrer
Mas me faça morrer de amar
Xangô, meu Senhor, saravá!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

é de estarrecer!





"...eis a grande questão
ser passado, ser futuro, ser presente
ser humano, estar sendo,
ser amado, ser seguro, ser ausente
ser cigano, estar vivendo..."



sexta-feira, 8 de agosto de 2008

é sempre a mesma chave, quando não importa...



Pode amanhecer
O que doeu assim
Já desabrochou
Com o que eu chorei de mim
Pode o dia vir me despertar
O que ontem era dor
É flor no meu jardim
Podem espalhar
Que eu não sei o que fiz
Podem até zombar de cada cicatriz
Apontar a minha insensatez
Mas não venha dizer
Que eu nunca fui feliz
Pode ser que até digam que eu não soube amar
Mas do amor quem só espera sua dor
O saberá
O amargo sabor já se foi
Hoje eu canto o que o samba me diz
Não é feliz
Quem maldiz o amor
(Fred Martins)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

próxima estação: liberdade!

























observações sonoras em dias de inverno:


"Eu tenho os dias contados, um encontro marcado e as mãos na cabeça
Eu tenho o corpo fechado
Que soltem as feras diante da mesa
Eu sou aquele que disse: tanto limão pelo chão
Contemplo o rio que corre parado
Soltem cachorros nos parques, ou não
No pátio interno os ladrões cante, converse comigo antes que eu cresça e apareça
Mesmo eu não estando em perigo, ou não
Eu quero que você me aqueça neste inverno, ou não
neste inferno
A mente quer ter, mas querendo erra, pois só sem desejo, é que se vive o agora
Aqui meus olhos vermelhos, meu rosto pregado, antes que eu esqueça
Aqui eu abro meu jogo, não mato, nao morro, nem perco a cabeça
Eu sou quem pede não manda
Cada curva do caminho me leva devagarinho mais perto do teu amor
Mantenha distância da minha cabeça
Eu sou quem acha e não acha, que se fala e se cala é de baixo da mesa
Eu quero que você me aqueça neste inverno, ou não, neste inferno
João, o tempo, andou mexendo com a gente sim...
Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dele noite dia
Fazendo tudo e de novo
Tudo tão mal tão sem beleza, doce de sal, lagrima presa
Dizendo sim a paixao morando na filosofia
Eu quero gozar no seu céu
Padecer no seu inferno
Viver a divina comédia humana
Onde nada é eterno
Completamente sem metas, sentado
Ora - direis ouvir estrelas,
Certo perdeste o senso
E eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo tempo e algum modo de dizer não:
eu canto
John, eu não esqueço, eu não esqueço
Amor maltrata, deseja
Amor comendo a maçã
Amor é pura incerteza
O que será amanhã?
Em todo o I-Ching eu podia não crer, mas tudo é tão verde em seus olhos, não dá pra não ver
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...
Vida, vento, vela, leva-me daqui
Não suporto mais você longe de mim
prefiro até morrer do que viver assim
só quero que você me aqueça nesse inverso
e que tudo mais vá pro inferno

Sim, já é outra viagem...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

qualquer bobagem


nous devons suivre routes distinctes?

ensemble

nous devons aimer!

pas besoin de dire quoi que ce soit

regarder dans les yeux

Fly-tête de pointe

suivez-moi dans vos morceaux

abîmes et des mers

dire que oui

il ne le fait pas

ou stupide

mais nous devons suivre

ensemble

avec amour

Je sais que...




quinta-feira, 31 de julho de 2008

lá no meu pé de serra deixei ficar meu coração...

...



Meu coração é feito de manteiga de pudim.
Molim, molim, molim, molim.
Já falei pra esse sujeito pra não me deixar assim.
Molim, molim, molim, molim.
Minha vida é bebê cana na mesa de um botequim.
Molim, molim, molim, molim.
Quando eu falo ele me xinga e ainda diz que eu tô bebim.
Molim, molim, molim, molim.
Outro dia uma pessoa, dizendo ser gente boa, entrou no meu coração.
Fez do meu peito morada, residiu não pagou nada, encheu ele de paixão.
Ele ficou apaixonado, arriado encabulado, era amor que não tinha fim
.
Mas um dia se acabou, esse amor não era amor, ele ficou molim molim
Molim, molim, molim, molim.
Meu coração é de manteiga ou de pudim.




assim decontraído
porque meu coração é mesmo molim, molim...



"quem sabe de tudo não fale"

segunda-feira, 14 de julho de 2008

...e deixa-o beber dos deltas...


Corra não pare, não pense demais
Repare essas velas no cais
Que a vida cigana
É caravana
É pedra de gelo ao sol
Degela teus olhos tão sós
Num mar de água clara

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Que triste dia
Não tem poesia
Tem cara feia
E estou presa na cadeia
De uma teia
Nenhum enredo

Sequer motivo
É só um dia de castigo
Que coisa chata

Vou dar um basta
Matar a tapas
Essa desgraça
Vou dar um corte

Ferir de morte
Essa besteira
Isso de qualquer maneira
Mas por favor

Entenda bem
Não se assuste não
Meu bem
O nosso amor vai bem além



triste nada, dia lindo, noite linda, fase nova, esteja a lua como quiser
eu pura confusão, mesmo sabendo que cair dói,
continuo, nos tristes e felizes dias:
me apaixonando.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

...e assim passam os dias...

quinta-feira, 19 de junho de 2008



Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto
Dela mesmo assim
Que pena, que pena

Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena
Pois não é fácil recuperar
Um grande amor perdiiiido
ela era uma rosa
As outras eram manjericão
Ela era uma rosa
Que mandava no meu coração
Coração, coração
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto
Dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena
Mas eu não vou chorar
Eu vou é cantar
Pois a vida continua

E eu não ficar sozinho
No meio da rua, no meio da rua
Esperando que alguém me dê a mão
Me dê a mão, eu não
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto
Dela mesmo assim
Que pena, que pena!!!







... boêmia a que me tens de regresso...




obs: são tudo movimentos internos e mutáveis.
obs²: não há observações a fazer no momento!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios"



NÃO HÁ CULPADOS,
foram minhas as expectativas e agora é meu o apego-solidão.
então pulo nesse abismo que cavei com meu amor.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

tudo bem, é só um dia cinza

Que Triste Dia (Ita)

Que triste dia
Não tem poesia
Tem cara feia
E estou presa na cadeia
De uma teia
Nenhum enredo
Sequer motivo
É só um dia de castigo
Que coisa chata
Vou dar um basta
Matar a tapas
Essa desgraça
Vou dar um corte
Ferir de morte
Essa besteira
Isso de qualquer maneira
Mas por favor
Entenda bem
Não se assuste não
Meu bem
O nosso amor vai bem além







um final de semana improvisado... ainda estou digerindo!
abraçei forte a solidão, mas sobrevivi e continuo.
'ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro'

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Pra que rancor, tanto tédio/Pra que terror, tanta mágoa/A vaca já foi pro brejo/Os burros já deram n'água/Pra quê rogar tanta praga/Pra quê, se não tem remédio/Pra que abrir outra chaga/Por que não dormir sem medo/Pra que ferir, ser ferido/Pra que somente repúdio/Pra que achar tudo errado/Se o tal telhado é de vidro/Pra que olhar raso n'água/Por que não só de desejo/Paixão é qual bomba H/Seu estopim é o beijo/Seu estopim é o beijo.
(Itamar Assumpção)

SONHO COM ITAMAR SORRINDO... SÓ POSSO ACORDAR CANTANDO!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

devaneios

vou parafrasear você pra dizer
que não lhe quero mais, que não me importo mais
vou enfeitar as ruas
com sorrisos bobos, papos furados
pra fingir que tá tudo em paz
vou pular de pedra, ponte, para-quedas
correr até cair em mim de que não há mais nós
e o tempo não refaz.
vou ascender velas, pintar versos
pra te mostrar do que sou capaz
que não te quero mais e que não sinto mais:
nada.





"se não faz mais sentido sentir, por que agente sempre insisti?"


amando tranquilo o que de bonito existe: inspiração!

sexta-feira, 30 de maio de 2008


"Eu nem sonhava te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol no meu peito.
Quero acordar te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor.
Com sua ajuda tranqüila e serena
Vou aprendendo que amar vale a pena.
Que essa amizade é tão gratificante
Que esse diálogo é muito importante.
Espero que a música que eu canto agora
Possa expressar o meu súbito amor.
Eu nem sonhava
te amar desse jeito..."









não era apenas porque era ruim não estar com ela
é porque os dias faziam mais sentido quando a via acordar sorrindo.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Simples e suave coisa.
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece

segunda-feira, 28 de abril de 2008

bebendo cada gota de felicidade qual camelo no deserto,
não insistindo em falar sobre o indizivel
e sendo poesia alheia, mais ou menos assim:






eu não aceito nada nem me contento com pouco - eu quero muito, eu quero mais, eu quero tudo!
Eu quero risco, não digo. Nem que seja a morte.

(Caio Fernando)



quando chove,
eu chovo,
faz sol,
eu faço,
de noite,
anoiteço,
tem deus,
eu rezo,
não tem,
esqueço,
chove de novo,
de novo, chovo,
assobio no vento,
daqui me vejo,
lá vou eu,
gesto no movimento

(Paulo Leminski)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

admire-se com a Lua Cheia nestas noites, Stella, e compreenda que ela lhe concede o dom da renovação.

que a luz mostre o fundo do poço e que ele reflita o seu explendor.
que eu saiba beber o agridoce do momento para frutificar além.
que eu entenda os sinais de gaia, do coração e das trevas
que eu saiba amar o amor que me têem: livremente
e que saiba ser inspiração em cada gesto.
e celebrar sempre.
que assim seja
âmem.





"meu coração se perdeu no labirinto do querer, ele não quer querer assim"

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Oh, sim, eu estou tão cansado,
mas não pra dizer que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas, meu casaco de general cheio de anéis
Vou descendo por todas as ruas e vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro, graças a deus e não me importa
Oh, sim, eu estou tão cansado,
mas não pra dizer que eu tô indo embora
Talvez eu volte, um dia eu volto, quem sabe
mas eu quero esquecê-la,
eu preciso!
Oh, minha grande
Ah, minha pequena
Oh, minha grande obsessão
Ando tão à flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele, que teu olhar flor na janela me faz morrer
Ando tão à flor da pele, que meu desejo se confunde com a vontade...
nem sei.
Ando tão à flor da pele, que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto sem rumo sem vela cavalo sem sela
Um bicho solto, um cão sem dono, um menino um bandido
Às vezes me preservo, noutras suicido!



dando soco na parede
a cara à tapa
pulando na poça
mergulhando na foça
cantando à agonia
sorrindo sem dente
morrendo indigente
e insistindo em amar.
se há caminho: acredito
mas não vou mais dançar sem par.




"Aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor e dor:onde um homem projeta seu perfil e pergunta atônito:em que direção se vai?”

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Deixe-se admirar. colocar-se em posição de respeito pela voz alheia.



"Não me venha falar na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...
Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim
Cale a bôca que não cabe na bôca notícia ruim...
Você sabe explicar você sabe entender, tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem...
Você diz a verdade e a verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir."

segunda-feira, 17 de março de 2008

ciclos

era dia de ir embora.
e eu fiquei.
fiquei pra ver ir embora a vonta de ser outra,
pra descobrir o que há do mundo em mim. renegar. e ser mundo outra vez.
quando muito: ela.
e descrevo lenta, atenta, a vida que passa e pulsa.
as mãos doídas, de vida e mascaradas em flôr.
o sol que gira no canto, não ensina a sina, que talvez seja repita, inda que seja outra.
Ah, flôr amarela que é elo entre amor e dor: amar-elo.
o pensar musical é lindo...
mas no fundo eu nem ligo.


"Adeus meus ais saídos
Dos dias doidos
Dias doidos adeus
Há dias só dias sadios
Há dias só dias sábios
Dias doidos adeus
Dias doidos adeus."
(tata fernandes e chico césar)

quinta-feira, 13 de março de 2008


A-P-R-E-N-D-E-N-D-O






"Três dias de anti-folia
Distante da alegria
Cavando memórias
Até o fundo do poço
Pra poder pegar impulso
E revirar a história
Hora de aprender
na marra
Sair debaixo da barra da saia
Da ilusão
Descarreguei a bagagem
Promessa de felicidade
Devo mas pago um dia
Admirei a paisagem
Feito brisa de poesia
pelos cantos me espalhei
Hora de aprender
na marra
Sair debaixo da barra da saia
Da ilusão..."




“O Si mesmo representa o objetivo do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade, com ou contra sua vontade. A dinâmica desse processo é o instinto, que vigia para que tudo o que pertence a uma vida individual figure ali, exatamente, com ou sem a concordância do sujeito, quer tenha consciência do que acontece, quer não.”

(C. Jung)

quinta-feira, 6 de março de 2008

agente voa.
e é tão bom, e é tudo sempre tão pra sempre, mesmo com a certeza do efêmero.
vive-se muitas coisas de uma só vez, os sorrisos surgem aos soluços e sente-se dono do mundo.
então agente cai. e cair sempre dói além.
por mais quedas que já se tenha sofrido, cair nunca dói igual.
dói no mais fundo de nós, pior que dor de dente, ralar o joelho, dor de não ganhar o melhor presente... dói pra burro.
faz sentir que nada vai voltar a ser como antes. que dessa vez os pedacinhos não vão colar.
faz as melhores palavras, os melhores olhares, os melhores desejos parecem, tolos, inúteis, puro passado recente.
agente faz bico, chora desenfreado, bebe além da conta, escreve uma porção de carta, acha que vai morrer...
Até que um dia agente acorda as 6 da manhã, vê o sol nascer e acha lindo, e fica contente por ter recebido e presenteado com flores, feliz pelos finais de semanas regando plantas até tarde, por ter tomado porres na hora errada, e ligado na hora certa e chora, chora, chora...
e descobre que por mais dor, o amor é sempre um prazer, é sempre verdade e vai sempre além do entendimento. então, agente segue.
suspira, ama de olhos fechado
e voa.

foto: Caroline Severiano - A Caneluda!

PS: suspiros

terça-feira, 4 de março de 2008

...e caminho têm revés!?

"O APRENDIZADO DO AMOR
...
CICATRIZ NO PLEXO
E SOL NA IRIS"

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

março



"Astronarta" libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia
Eu quase posso "palpar"
A minha vida que grita
Emprenha e se reproduz
Na velocidade da luz
A cor do céu me compõe
O mar azul me dissolve
A equaçao me propõe
Computador me resolve
Amei a velocidade
Casei com sete planetas
Por filho, cor e espaço
Não me tenho nem me faço
A rota do ano-luz
Calculo dentro do passo
Minha dor é cicatriz
Minha morte não me quis
Nos braços de dois mil anos
Eu nasci sem ter idade
Sou casado, sou solteiro
Sou baiano e estrangeiro
Meu sangue é de gasolina
Correndo não tenho mágoa
Meu peito é de "sar" de fruta
Fervendo no copo d'água

(Rita Lee e Tom Zé)


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

ah, quanta dor me causa essa tal de mentira!

'Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.'






"Eu queria tanto descansar
O meu coração
Uma nova má notícia não"

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

coração absurdo


em mares de itamar
entre marílias e amores
a flor achada
floresce em fevereiros.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Felizarda




"hoje eu acordei me sentindo tão bem,
tão bem, tão bem
também pudera minha vida tá tão boa
logo que acordo já me pego rindo atoa
eu gosto do que eu penso eu gosto do que eu faço
as vezes não faço bem feito me embaraço
tropeço feio mais depois acerto o passo
laço de fita pra enfeitar o abraço
terra e céu, sol e luar"

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

...hoje o sol resolveu mostrar-se: de dentro pra fora.










"não tenho culpa, estou apenas sentindo sem controle, não me interpreta mal, não me interprete bem, é só essa vontade quase simples de estender o braço pra tocar você." (Caio F.)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

e exigimos o eterno do perecível, loucos.



para C:

Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro.
(mas)
Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.





para G:

Chegue bem perto de mim. Me olhe , me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada.





para S:

Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar.


por Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

'tempo de silêncio e solidão'

São necessários tantos rompimentos, tantas lágrimas, tanta angustia, quando alguma coisa transborda?
...porque sempre transborda?
será possível ser feliz quando se nasce com o maldito dom de afastar todas as possibilidades de amor?
??????



"Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo.
Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com o seu carinho,
E lembrei de um tempo.
Porque o passado me traz uma lembrança de um tempo que eu era ainda criança e o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço, um consolo.
Hoje eu acordei com medo, mas não chorei nem reclamei abrigo.
Do escuro, eu via o infinito, sem presente, passado ou futuro.
Senti um abraço forte, já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim e que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa, morna e ingênua que vai ficando no caminho, que é escuro e frio, mas também bonito, porque é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás. "



“liberte-se do mundo, aproveite a dor, ame de olhos fechado e aproveite a vida na terra”

(CAZUZA)


sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

São Paulo, 18 janeiro de 2008 - 01:30.

em meio a tantos sorrisos e dias azuis, eis que surge avassaladora: a saudade!



(ouvindo Meu Esquema - Mundo Livre S/A e Fim de Festa - Itamar Assumpção)

meus dias já não têm passado, escorrem ensolarados por entre meus dedos cheios de duvidas e desejos... escorrem cada vez mais rápido e ecoam ao tocar o ‘chão do ontem’, dizendo: fui um dia lindo!
gostaria de cantar “há dias que até nem penso em você”... como te imagino cantar quase todas as manhãs frias, nessa cidade tão distante... mas não seria verdade, me contradiria em cada silaba, pois não há um só dia em que eu não meça a distância que nos separa!
confesso, triste, que há dias que te sinto tão ao norte, que penso que passaste do pólo e habitas, sonhador, outras galáxias... há dias, no entanto, que, de tanta ternura, te grudo ao meu corpo até derretermos juntos no calor desvairado desta paulicéia.
há dias indizivelmente bons e dias de pura ausência, mas não há um dia em que não haja você.
hoje, por exemplo, lhe escrevo essa carta, que sei que não lerás, porque transbordei dessa saudade que me inunda há meses e que sequer com você pude dividir.
essa saudade que vem aos poucos se acomoda num canto desprotegido do peito e se alimenta de minhas lembranças mais bonitas... como os dias frios em que dançamos e bebemos tanto, sem lembrarmos do triste fim que tem os amores à distância, dos dias em que lemos poesia para a noite escura de São Paulo, os dias em que cada folha e cada gota de chuva merecia um beijo nosso, para sentirem o prazer que sentíamos juntos... há, os dias, aqueles dias, tão doces dias...
mas em seus dias cada vez mais frios, você não lembra que aqui no sul, tão ao sul que te esqueces cada vez mais, acena um amor singelo, que sobrevive da esperança de viver novos dias como aqueles, aqueles tão doces dias.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

é bom estar no mar

...
"seja lindo
amor
bem vindo
e cresça o quanto for!"
...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

AMEM

"hoje eu vi o que já não vivia
ouvi o fim do filme...eu já sabia!
vim andando pela rua
num sentido que eu nem sei se fazia
me vesti de rara alegoria
vivi como um amante então não fazia
vendo eu com meus botões
buscando abrir...
abrindo minhas manias
como quando estar contente
precisando conter euforia
explodi
bem quando não cabia
corri atravessando mais que podia
vim correndo, tropeçando
vivendo um ano em um dia."


-sonhei que estava jantando com alguns amigos bons-

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Filho de Santa Maria

Itamar Assumpção/Paulo Leminski

Aqui estou pra te proteger
Dos perigos da noite e do dia
Sou fogo, sou terra, sou água, sou gente
Eu também sou filho de Santa Maria
Se dona Maria soubesse que o filho
Pecava e pecava tão lindo
Pegava o pecado deixava de lado
E fazia da terra uma estrela sorrindo
Hoje eu saí lá fora
Como se tudo já tivesse havido
Já tivesse havido a guerra
A festa já tivesse havido
Eu só fosse puro espírito
só fosse puro espírito
só fosse puro espírito
só fosse puro espírito





pelas noites que não tem fim...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

ai esse meu coração sagitáriano...

'agora, justo agora'
esse sorriso feito justinho pra caber na minha boca
essa boca feita justinha pra me fazer sorrir
eu quase indo embora e você, de mansinho, florescendo em mim...







'Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular'

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Silêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoSilêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoSilêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinito

Silêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoSilêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoSilêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoSilêncio por favorEnquanto esqueço um poucoa dor no peitoNão diga nadasobre meus defeitosEu não me lembro maisquem me deixou assimHoje eu quero apenasUma pausa de mil compassosPara ver as meninasE nada mais nos braçosSó este amorassim descontraídoQuem sabe de tudo não faleQuem não sabe nada se caleSe for preciso eu repitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinitoPorque hoje eu vou fazerAo meu jeito eu vou fazerUm samba sobre o infinito...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

It-amar

para Achados e Perdidos.







"Me basta o seu sorriso, a sua mão na minha mão
(...)
Podendo pirar eu posso esperar, eu posso esperar"

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Your Congratulations

I wouldn't have compromised as much.
So much of myself for fear of having you hating me.
I would've sung so loudly,
It would've cracked myself.
I became so self-conscious of anything exuberant.
I wouldn't have sold myself short.
I wouldn't have kept my eyes glued to the ground.
If I had've known my invisibility would not make a difference,
I would've run around screaming proudly at the top of my voice.
I wouldn't have said it was in fact luck,
I'm talking idealism here.
I would not have been so self-deprecating,
I wouldn't have cowered for fear of having my eyes scratchedout.
I wouldn't have cut my comfort off.
I wouldn't have feigned needlessness.
I would not have discredited every one of their compliments.
It was your approval I wanted.
Your congratulations.


(Al. Morissette)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

dezembro

Nunca mais a natureza da manhã
E a beleza no artifício da cidade
Num edifício sem janela
Desenhei os olhos dela
Entre vestígios de bala
E a luz da televisão
Os meus olhos têm a fome do horizonte
Sua face é um espelho
Sem promessa
Por dezembros atravesso
Oceanos e desertos
Vendo a morte assim tão perto
Minha vida em suas mãos
O trem se vai
Na noite sem estrelas
E o dia vem
Nem eu nem trem
nem ele


(Zeca Baleiro/Fagner)





"cansei dessas comemorações do meu aniversário.
não gosto de aniversário, detesto o meu aniversário.
pelo visto o comemorarão pelo todo o sempre se sabe lá porquê.
se nem eu quero comemorá-lo, qual a razão de comemorar depois?
não há motivos. coisa besta."

Jesus Cristo
(segundo Ronnie Vitorino)

sábado, 1 de dezembro de 2007

MERDA!


: nossas paixões: os corpos: as ausências: o padecer.
os quereres: o renovar sempre: os caminhos: leves ou não.
baião, a noite toda: pra lavar: alma: acalma, dá cãibra.
nós: mesmo sem rima: rima!
minhas bolinhas coloridas que voam: a gaita, a fotografia.
tua velinha do pato donald: tua flecha: teu tatear.
nosso precipício. nosso (des)apego.
nosso libertar a cada dia: amor.
nosso-amor.



‘mantenha o corpo na vertical: e(n)canta.’

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

sábado, 24 de novembro de 2007


basta um instante...