sexta-feira, 14 de novembro de 2008

adormecida no furacão.




toda manhã, do lado de cá do fio, ouço, em silêncio, o despertar do lado de lá das pontes.
toda tarde pinto aqui um pôr-do-sol. sei que lá, alguém sabe que finjo, mas acredita que pinto.
toda noite, antes de dormir, deságua dentro toda a falta que já faz parte.
cotidianamente aguardar o rompimento, tecer poesias,

manter-se atenta em meio a queda
pra não errar a hora do vôo.



não há porto.
és então o ponto de partida da travessia.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

...um jeito de te dizer


"pra me lembrar
do teu cheiro tão bom
sem alarde"


Fim de Feira - a revolução dos pebas

ou

a trilha sonora de um sonho!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Agora te sei: movimento em meio a represa de espera do dentro de mim.
O que era pássaro-mãos, agora se fez olhos de encontro, corpo de rio, voz de quem acorda tarde e com marcas de sonho... agora és inteiro em minha imaginação.
E se for esse o movimento: imaginar, aceito.
Te imagino, te crio, desconconstruo e encanto...
Para que continue presença na represa de espera de dentro de mim.




“...dessas coisas 'meio Guimarães', que agente nem sabe e vai.
tipo Carlos Pena, fazendo poesia pro vazio e soneto pro desmantelo.
ou talvez como Tom Zé, apaixonado, sempre encontrando um jeito de reinventar o reinventado...”


(trecho do primeiro passo!)