quinta-feira, 13 de setembro de 2007

despedida incompleta.

As cores sortidas, os panos diversos, até botões, veja só... tão delicados eram o botões.
Tua língua em meu mamilo.
E olhar pela janela era, simultaneamente, me reconhecer parte das pedras de cada arranha-céu e 'nos' perceber alheios e imunes à toda a energia triste daquele céu de agosto.
Começava nas costas, subia pelos braços, amolecia as pernas, o arrepio pelo pescoço, nuca e a boca saliva, como no momento exato em que via tua expressão: um misto de dor e prazer, agridoce.
E já não se fazia tanto silêncio, quanto no lugar frio-distante no qual passaram tanto tempo juntos, a voz dela, estridente, ecoava pelo quarto sempre à meia luz, sempre com jeito de véspera de despedida.
Encontraram o caminho perfeito para descobrirem, juntos, a fronteira estreita entre: tesão, amor, loucura e morte.
Mas amanheceu domingo e junto vieram a insegurança, o medo, as paixões...
ao anoitecer: a despedida, o silencio, a impressão de que nunca mais as coisas seriam iguais...
Haviam se reconhecido, havia 'acontecido', haviam...
haviam, não há mais.