segunda-feira, 24 de setembro de 2007

caindo para cima (a lá Kafka):

"Foi pouco o tempo
Que restou pra nós
São tantos os momentos
Pra viver e renascer
Eu quero mais e mais
Brincar de amar
Nas canções partir
Solto em aventuras"



tentando ser metado do inteiro que eu sinto:

"- Foi o ciúme... o ciúme, sabe o que é o ciúme Doutor?
eu não sabia... eu nunca tinha sentido nada parecido com isso...
Essa coisa que as pessoas falam que tão amando alguém e daí querem que essa pessoa seja só delas.
O ciúme é uma dor, uma tristeza, uma raiva... um medo de dividir, um medo de de repente preferirem outro a você, um medo de perder quem agente ama, não é isso? Eu não sabia mesmo e não gostava de quem sentia essa coisa feia, esse sentimento triste, essa vontade filha da puta...
porque ciúme faz as pessoas acharem que têm propriedade sobre os sentimentos, sobre o corpo, sobre a vida dos outros!
O ciúme é autoritarismo, é escravagismo, é filha da putice, é fascismo, é ou não é?
Não pode caber o ciúme no amor libertário, isso eu tenho certeza que não pode, nem preciso te perguntar.
Eu te amei como nada nesse mundo, eu te amo agora como tudo neste mundo e não senti e não sinto e não vou sentir porra nenhuma de ciúmes de você, doutor.
Não vou sentir porque o nosso amor é libertário, porque o nosso amor é coisa nova, é coisa que vem do futuro!"

(Coiote - Roberto Freire)