sexta-feira, 2 de novembro de 2007

e eu talvez fosse um tolo em querer deixar tudo aquilo...



arde-me o siso

coração ungido a ferrolho
arde-me entorpecido
vil, vão
novamente novo
como nunca pode ser um outro
uma lágrima na lapela
paz de espírito
ontem eu lamentei demais
por mãos que me jogaram
nesse espaço de astrolábios
hoje aprendi como
se voam as mãos
como se vão
como carvão nos lábios
o homem tem de voar
enquanto cai
tem de alcançar
e vai...

(Gero Camilo/Kléber Albuquerque)





os poetas morrem. as temporadas terminam. o cigarro apaga.
dou o ultimo gole e saio na chuva forte, pela cidade fria.
até estrelas, rotas de serem contadas, escondem-se.
o esperado não acontece.
só, espero.
mas sei que esperar é assassinar
a possibilidade.




Um comentário:

Anônimo disse...

UM TOLO EM QUERER DEIXAR TUDO AQUILO.








ah nietzsche... vápraporra!