quarta-feira, 21 de novembro de 2007

um osso duro, que ninguém há de roer!








todos os cantos do mundo
deviam no bar terminar.
bar que todos nós vivemos
e onde todos choramos
as dores que nos partiram
os tempos que nos ficaram.
bares de todas as formas e cores,
pequenos bares de esquina,
pobres, vazios rotos.
...
balcão de madeira
manchado de cachaça,
as horas passam sem querer,
indo e vindo, conforme os dias.
há dias de muito ir e dias de muito vir,
pouco importa,
o bar existe.

Alcoolicamente - Paulo Pinho

Nenhum comentário: