quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

bodas de nada.

Hoje faz 5 anos daquele dia que me apaixonei.
a paixão passou.
descobri um amor tranquilo naquele olhar morteiro.
percorri o inimaginável, desci ao fundo do poço de mim.
vivi as dores e as delícias de viver junto de outra pessoa,
que, como todos, nós guarda um universo em si.
esse amor romântico também passou.
aceito todos os seus defeitos e te perdoo por  não aceitar os meus.
continuo te querendo bem, mas não te quero mais e esta tudo bem também.
celebraremos e agradeceremos todos os dias pelo amor vivido e pelo maravilhoso fruto colhido:
fruta compreensão, fruta paz, fruta amor, fruta Cléo... essa fruta que faz de nós: eternidade.

e pra nossa eternidade, poesia:

Amor, então, 
também, acaba? 
Não, que eu saiba. 
O que eu sei 
é que se transforma 
numa matéria-prima 
que a vida se encarrega 
de transformar em raiva. 
Ou em rima.
p.l.




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